... a este espaço de escrita mais de seis anos depois. E precisamente quando estou a preparar o regresso a Macau depois de um longo período em casa. Numa altura como estas, depois de anos a ir e a vir, predomina esta sensação de que o regresso a um sítio implica ter que deixar um outro. De regresso a Macau, deixo o Porto para trás. Irei regressar ao Porto (com isto da pandemia, não sei bem quando), deixando Macau para trás. E a questão é que não se trata apenas de uma cidade a que se regressa e outra que se deixa para trás. São as pessoas com que se interage, o clima e o ar que se respira (ui, que diferença do primaveril ameno e seco do Porto, para o húmido e quente de Macau), papéis e guiões de comportamento, expectativas, vivências, experiências e afetos - uns que se deixa, outros a que se regressa. E assim, neste ir e vir constante, fica a dor e a lenta adaptação em cada momento de transição, a velocidade de cruzeiro enquanto se permanece e a contagem decrescente para o próximo regresso. Difícil integrar tudo isto num todo com sentido! Se ao menos tu pudesses vir comigo...