sábado, 13 de setembro de 2014

Notas sobre o 2º Congresso da Ordem dos Psicólogos - II

Se impressiona pela questão dos números, este 2º Congresso da Ordem dos Psicólogos impressiona também pela organização - um acolhimento rápido e eficaz; cumprimento rigoroso dos horários; um "datadesk" onde quem ia fazer a comunicação descarregava a sua comunicação com antecedência; voluntários extremosos que, assumindo plenamente as suas funções, faziam com que nada faltasse e com que tudo decorresse pelo melhor na "sua" sessão. Muito bem. No meu entendimento, estão todos de parabéns. Uma breve referência ao que mais me marcou em termos de conteúdos, aquilo a que consegui assistir (sim, porque com uma tão grande diversidade, foi inevitável por vezes experimentar uma sensação de perda):
- o Simpósio sobre o Modelo de Complementaridade Paradigmática - para além do brilhantismo do Professor Branco Vasco, que já tinha admirado há dois anos atrás na sequência da sua apresentação sobre os princípios de uma Psicologia Integrativa, foi possível assistir à apresentação e ilustração de um modelo de psicoterapia com o qual me identifico. Fiquei com vontade de o estudar e de o utilizar.
- o Simpósio sobre os conflitos de interesses na Psicologia - foi possível assistir a váriase interessantes explicações sobre alguns aspetos do nosso Código Deontológico, nomeadamente as relações múltiplas, duplicação de intervenções e as hierarquias institucionais, mas o que destaco foi o excelente trabalho de síntese e reflexão que a Professora Inês Nascimento apresentou sobre o tema da "Referenciação". Tantos aspetos importantes! Trouxe muito com que pensar.
- o Simpósio sobre os relatórios Psicológicos, com uma muito interessante apresentação do Professor Mário Simões - apesar de ainda haver sempre aspetos a melhorar, foi bom sentir que estamos a fazer um bom trabalho!
- a quantidade de comunicações com relatos de experiências em que os psicólogos utilizam várias dimensões artísticas como recurso terapêutico - dominar ou ter acesso a ferramentas artísticas (pintura, dança, música, teatro,...) pode de facto trazer importantes contributos para o processo de intervenção psicológica.
Acabou. Participar neste Congresso foi um importante momento de formação e valorização pessoal e profissional. Venha o próximo!

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