quinta-feira, 4 de setembro de 2014
“streamers” e “youtubers”
Ontem, ele (e mais 38388 pessoas), 15 anos, estava a ver um tal de “Lyrik” jogar SIMS 4 no “Twitch”. E ria como eu ria quando via uma comédia do Jerry Lewis. Ela, 9 anos, via no youtube várias versões da banda sonora do “Frozen”. E cantava e dançava. De vez em quando lá me chamava para ver algum pormenor mais interessante. Durante o dia já tinha visto o último vídeo do “pewdiepie” - um jovem Sueco de 24 anos, de seu nome Felix Kjellberg, dono do canal no youtube com mais de assinantes (mais de 29 milhões). Basicamente faz “gameplays” ou seja, filma-se enquanto joga e vai soltando as suas reações espontâneas (muitas delas no mais vernáculo jargão inglês - e.g. “ei fucking shit”) e coloca os vídeos no youtube. Rapidamente cada um dos seus vídeos chega à marca dos 4 milhões de visualizações. Ela é uma dos seus “Bros” (forma “carinhosa” como se dirige a quem o vê). Não estamos a falar de fenómenos como os "Porta dos Fundos" ou, numa menor escala, o açoriano "Helfimed", em que se produzem conteúdos (neste caso de carácter humorístico), mas sim de, simplesmente, ver os outros jogar (seja em direto, nos "streams", ou em diferido, no youtube). Isto é bom ou mau? Sinceramente, não sei! Se calhar não tem que ser nem uma coisa, nem outra. Certamente tem coisas boas. Ela, por exemplo, com 9 anos, à custa disto, é absolutamente fluente no inglês. Mas também deve haver riscos. Vou pensar melhor nisto, fazer umas leituras, e voltarei a este assunto. Entretanto, como sempre, nós, pais, devemos manter o nosso papel de mediação - definir tempos e organizar as rotinas; selecionar conteúdos e fazer visionamento partilhado para discutir e refletir sobre o que vai sendo visto.
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